Sendo um meio interactivo, cooperativo e descentralizado, a Internet gera um elemento surpreendente e criativo na propagação de movimentos ideológicos, principalmente a partir da segunda metade dos anos 90 do Sec XX. Desde partidos políticos e sindicatos até organizações não-governamentais, todos encontram no ciberespaço a possibilidade de dissemiar as suas ideias. O que é notavel é o facto de conseguirem contornar os filtros ideológicos e as políticas editorias dos Mass-Média. Não se pretende atingir uma quatidade astronómica de pessoas, mas sim propenciar a difusão de ideais e convicções, podendo ter o máximo de interacção possivel com quem quer criticar, apoiar, sugerir ou contestar, contornando o monopólio de difusão dos Mass-Média. torna-se assim possivel que outras forças encontrem na Internet uma forma expressão, enquanto movimentos ideológicos. Movimentos como o Greenpeace, a Anistía Internacional e o Human Rights Watch encontram na Internet uma nova e vigorante força de difusão das suas ideias. A militância online vem fortalecer a cadeia comunicacional planetária, tirando partido de uma das características específicas do ciberespaço: a capacidade de tornar disponivel, em qualquer espaço-tempo, variados movimentos ideológicos. Isto acarreta certos perigos, uma vez que todo o tipo de movimentos ideológicos, até mesmo os mais radicais e perigosos, encontram na internet um meio de difundir os seus ideais e convicções, escapando a qualquer tipo de controlo.
Em suma é incontornavel que a nova realidade trazida pela Internet gera um leque quase infinito de meios de difusão de ideias e convições que permitem não só divulgar ideologias, como interagir com os receptores, permitindo perceber a aceitação destes em relação às ideias expostas, sendo possivel também receber um feedback que vai possibilitar o amadurecimento de certos pormenores relacionados com os ideais.
1 comentário:
Exercício avaliado.
Inês Amaral
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